Realmente, talvez seja louca por amar. Pois neste mundo de seres tão desprovidos de consciência, amargurados e corrompidos pelos desejos imundos desse espaço nojento, chamado MUNDO.
Quando agimos na loucura, de amar e acreditar, somos subitamente bombardeados pelas mazelas de sentimentos mesquinhos e tão destemidos...
Talvez este meu discurso seja amargurado, mais que amargura falar? Se não da própria que nos cerca. Somos diariamente confrontados com a mentira, com a soberba, com a intolerância, a crueldade sem limite e ainda a falta de respeito, não só com o outro, mais consigo mesmo.
O que dizer dos amigos que temos, será que hoje ainda podemos confiar em alguém? Com a consciência de amanhã não usará de suas fraquezas contra você! Infelizmente não teremos nunca essa certeza, pois o ser humano se faz tão subitamente sujo, que não sabemos do que será capaz.
Não é possível mais viver na inocência que ainda vivo, na esperança de ter a essência do outro, de se entregar sem limites, de buscar o melhor do outro, de procurar o amor, não qualquer amor, mais sim aquele da cumplicidade, do incondicional, da realização e da completude.
Chegar a esse consenso, digo é chegar à morte... é ver um mundo pela qual me recurso a viver. É uma dor que se cortassem –me um braço ainda assim seria melhor do que me deparar com tal realidade.
Isso é dizer: não sou deste mundo, serei infeliz para todo o sempre, isso aqui não faz parte de mim... por que deixar de ser eu é bem pior... pois se não mais acreditar em nada disso e preferível morrer, mesmo morrendo serei assim, essa é a minha essência, não tenho como me desprender desses sentimento, nem me tornar racional e insensível...
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