Eu anseio liberdade, gosto da perfeição, amar, conservar paixões. Mantenho-me na esperança desses sentimentos, assim, vivo meus dias, em quando aguento. Está próximo meu sussurrar, bravo, não mais quieto, ouvirão o desespero de uma alma insatisfeita que explodi. E num grito solitário, se transformará e sublimação, que nada em mim é além de amor... Desta louca paixão que guardo no peito, essa que me entrego, hora não têm mais paradeiro.
Remeto-me a lembrança de meus dias de criança, da estrada, poeira que muito conheci, a natureza, flores, frutos silvestres que muito comi... Lembro do correr pela grama, buscando no tempo de antes, minha pureza. O tempo perdido, que vagar pelo desconhecido mundo imperfeito era inconsciente. Hoje lembro com saudade, do cheiro do mato verde, do pasto molhado, pássaros que cantam na mata, o gado que passeia pelo quintal. Esse trafegar, me deixou hábitos e costumes hora arraigados na minha alma, algumas que fazem parte de um todo que me compõe.
Me incomoda a incerteza, a fragilidade, a miséria, o desapego, sou incapaz de deixar esperando, sou incapaz de falar um nome trocado, de viver sem esperança em fragmentos... Gosto do sim ou do não... Da verdade. Talvez é coisa de fraco. Gosto que me apontem os erros, sejam reais ou subconscientes. Nunca aprendemos o suficiente... somos construção de um aprendizado permanente que faz de nós o que somos, e é assim que me apresento, em mais uma pedaço do que sou, hora Rosimar Locatelli, arte, canção, sequelas do que aprendi com a vida.
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